sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Mulher com M Maiúsculo


Sou mulher, brasileira, ateia e feminista. Sou julgada e sofro preconceito por todos esses motivos. Cada um no seu tempo e no seu lugar. Já me acostumei com isso embora todas as vezes me sinto extremamente indignada. Já sofri preconceito em imigrações por ser brasileira, já disseram que casei pra ganhar um passaporte europeu. Já ouvi falar               que vou pro inferno porque não acredito em Deus. E por aí, vai... Mas de todas essas barbaridades o que mais me indigna é a violência contra a mulher. E, pra piorar, a violência não vem só de homens mas também de mulheres que julgam as outros pelas suas roupas, seu peso e seu comportamento.
Já imagino pessoas falando: lá vai a feminista. Sim, sou mesmo, feminista porque luto pelos direitos das mulheres. Direito de se vestir como quer sem ser chamada de puta, periguete e sem os caras se acharem no direito de assoviar, falar palavras grosseiras ou me sentir culpada por ser estuprada porque estava vestindo algo que chamava a atenção. Direito de trabalhar no que eu quiser e receber o mesmo salário que um homem. Direito de ser mãe e também o direito de não ser. Direito pelo meu corpo. Direito por estar acima do peso sem ser chamada de gorda ou me sentir feia. Direito de votar e ser votada. Direito de não ser a única que limpa a casa quando não se mora sozinha. Direito de dividir as obrigações de cuidar dos filhos com o marido.
É isso, meus caros, que é ser uma feminista. Não é achar que o mundo não precisa de homem,  esse conceito é totalmente equivocado e faz o trabalho de todas nós, que lutamos pra valer pelos nossos direitos, virarem piadinhas desrespeitosas. E mulheres, que criticam as outras pelas roupas, pelo tanto de caras que a outra foi pra cama, por estarem “gordinhas”, por acharem que a mulher não tem direito de não querer ser mãe, vocês são as que mais me preocupam porque são vocês que cospem em todo o avanço que nós já conseguimos. Nós somos mulheres mas o importante é que nós somos seres humanos. E por favor, parem de dar brinquedinhos que ensinam suas filhas a cuidarem da casa e ensinem aos seus meninos como tratar uma mulher. Feminismo não é uma questão de opção radical e sim uma questão de respeito à todas as mulheres.
" O machismo é um mal que se aprende e está em você poder eliminá-lo".

Aquela nova eu


Eu tenho uma mania assim: vez ou outra saio limpando tudo. Tiro roupas e sapatos que não uso e dou pra quem queira. Limpo a casa inteira. Vou jogando papel fora, de todo tipo (outro dia joguei fora meu cartão de vacinação pensando: vou precisar disso pra que? De fato, eu precisei... OOPS... mas não tem problema, tomei as vacinas todas outra vez). Limpo as coisas no computador. Saio apagando os posts do meu facebook e por aí vai. É uma mania estranha que toma conta de mim. Mas eu não limpo só coisas, limpo gente e sentimento. Vou varrendo tudo que eu não quero mais. É uma coceira que toma conta. E vou mudando de casa, de cidade, de país. Mudei até de nome. Só não mudo os amigos, ah, esses eu gosto de juntar (os bons eternos). E na continuidade da mutação, vou mudando de gosto, de preferências musicais e principalmente de ideia e charammm: de repente, aparece uma “eu” novinha em folha. E diante do espelho, aquela inquietação: e quem é essa agora?  

A vida é como um limão

Primeiro post é sempre meio chato. Parece que a gente tem a obrigação de dizer o porque decidiu criar um blog. Bom, eu já tive vários em vários momentos. Acontece que os antigos não combinam muito com as coisas que eu penso hoje. Ainda bem, a vida é isso aí: num dia a gente muda, no outro também. A vida é mesmo como um limão, pode ser azeda e ácida, mas com açúcar a gente faz uma saborosa limonada e com um pouquinho de àlcool a gente pode chegar a ter delírios deliciosos. E é pra isso que fiz esse blog, pra escrever sobre coisas amargas e também sobre as doces, pra fazer aquele balanço essencial que a vida precisa. Bem vindos aos que se interessarem pelos devaneios dessa mulher louca, feminista, às vezes barraqueira mas que busca sempre manter no coração uma doçura e gentileza pra viver sempre em equilíbrio (mesmo sendo totalmente desequilibrada). Bem vindos!